II Congresso Lusófono de Ciência das Religiões

História, Memórias, Narrativas – Ruturas, Violências, Fundamentalismos e Revoluções

LISBOA | 27 a 30 de Maio de 2017

O Lugar e o Contributo da Inteligência Emocional e da Inteligência Espiritual na Convergência entre a Fé e a Ciência

Coordenadores:

Cristina Duarte (ISCSP.ULisboa) e Hermano Carmo (ISCSP.ULisboa)

Tema:

Os sentimentos, as emoções, a vida espiritual, são parte constituinte do sujeito histórico e parte integrante do desenvolvimento humano. São também eles que manifestam se uma pessoa é “socialmente adequada” e permitem as relações e interações com outros. Seria impossível estabelecer qualquer tipo de relação de proximidade e ajuda sem a existência de sentimentos e emoções pois “qualquer mudança só é possível se conseguimos “cativar” emocionalmente as pessoas envolvidas” (cf. Sá, 2002). Seria impossível sem a existência de um sentido de ser. Uma ação puramente racional tornaria o ser humano semelhante a um autómato, conduzido por um programa de estimulo-reação sem que essa reação fosse imbuída de “coração”, ou seja, de sentir, ou que fosse imbuída de confiança.
Neste quadro, Miguel Castelo-Branco (2014), médico, neurocientista, num artigo intitulado Neurociências e espiritualidade, refere que “a medicina baseada na evidência tem sugerido que a religiosidade e a espiritualidade influenciam de forma efetiva o desenlace em muitos domínios clínicos, incluindo a dependência de droga (…) A experiência espiritual é benéfica para a saúde humana e o tipo de bem-estar psicológico que proporciona pode ser procurado ativamente” (cf. Castelo-Branco, 2014), da mesma forma que a experiência e o desenvolvimento de sentimentos e emoções positivas.
Neste sentido, as características apontadas pela inteligência emocional e pela inteligência espiritual (Goleman, 1995; Damásio, 2002; Zohar e Marshall, 2004 ; Torralba,2010) podem colaborar para entendermos em que medida os critérios da ciência e o modus operandi da fé podem convergir da mesma forma que podem colaborar para a (re)construção de novos
sujeitos históricos.

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