II Congresso Lusófono de Ciência das Religiões

História, Memórias, Narrativas – Ruturas, Violências, Fundamentalismos e Revoluções

LISBOA | 27 a 30 de Maio de 2017

Metanarrativa Fundamentalista Religiosa: Violência Moral, Corpo e Saúde

Coordenadores:

José Viega Brás (ULHT), Maria Neves Gonçalves (ULHT) e André Robert (Université Lyon)

Tema:

Apesar de Bauman (1998) referir que o fundamentalismo é um fenómeno típico da pós-modernidade, consideramos esta análise  limitada. O fundamentalismo não se manifestou apenas contra a insegurança da modernidade líquida, pretendendo colmatar o seu estado desagregador.  O fenómeno do radicalismo, da intolerância, por todos aqueles que se afastam da  verdade suprema, fez vítimas ao longo da história. Efectivamente, o conceito aplica-se a realidades muito diversas. Porém,  a força dos preceitos éticos que disciplinam o corpo e canalizam a sua energia mediante mecanismos violentos de sujeição tem evidentes consequências ao nível da saúde. Nesta perspectiva, a história da religião comporta uma história do corpo. Cada religião constrói o corpo com as suas particularidades, a sua masculinidade ou feminilidade, os seus padrões de beleza, a sua sensualidade, o seu pudor, etc.  Cada experiência religiosa promove uma vivência, uma percepção do corpo e impregna um código subtil, colocando em tensão permanente o íntimo e o público. Neste sentido,  importa analisar os discursos que, ao longo da história, produziram o corpo,  na relação paradoxal entre a condenação e a glorificação, o pecado e a salvação,  a vida e a morte, a dor e o prazer, o sofrimento e a saúde e o bem-estar.

 

 

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